Hoje completo 5 anos de bariátrica e continuo em busca de uma vida saudável

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Hoje estou com 42 anos e completando 5 anos de cirurgia bariátrica, a minha luta contra a obesidade e ter uma vida mais saudável ainda continua, estou na fase que a maioria das pessoas que fazem redução de estômago engordam, e eu por vários motivos adquiri em um ano 15 kg, então vou os dizer o que aconteceu para isso ter ocorrido.

Há uns dezoito meses estou na luta contra uma anemia crônica que me aterroriza há quatro anos, já fiz muitos tratamentos, atualmente estou fazendo um tratamento mais específico, pois com o acompanhamento da minha endocrinologista ( tenho hipotireoidismo há vinte anos), o clínico geral e o gastroenterologista descobrimos  que esta anemia está associada ao hipotireoidismo e a uma bactéria que está no meu estômago, a bactéria H. pylori. 

A redução de estômago me trouxe muitos benefícios físicos, sai do manequim 54 para usar manequim 46, essa foi a minha maior vitória, deixar de ter obesidade mórbida para está acima do peso, nasci gorda e passei a vida a sombra do peso, passei por momentos difíceis na saúde devido a obesidade, sofri preconceitos no colégio, na faculdade, no trabalho, na rua, enfim passei por muitas coisas complicadas por ser fora do padrão social.

Hoje travo outras lutas além da física, estou com depressão e síndrome do pânico, há quase quatro meses tive a primeira crise de síndrome do pânico, foi terrível, pensei que iria morrer, nunca imaginei que essa doença iria me desgastar tanto fisicamente e emocionalmente, os médicos que estão me acompanhando ainda não sabem salientar o que causou a síndrome, eu só sei que sofro de ansiedade desde a infância, tenho uma vida muito estressante, a questão do hipotireoidismo pode causar depressão e a síndrome e para completar é uma das mais devastadoras e incompreendidas doenças psiquiátricas.

A síndrome do pânico é devastadora porque a pessoa que sofre os temidos surtos vive à sombra do medo e do desespero, é incompreendida por quem observa de fora, pois não levam a sério os sintomas, tomando-os como fraqueza de origem moral, julgam que temos controle dos sintomas e da situação.

Quem sofre da síndrome acumula prejuízos financeiros, emocionais e social. Pode desenvolver agorafobia que faz com que muitas pessoas abandonem o emprego e a vida social. Os amigos se afastam pouco a pouco porque o comportamento de quem sofre ataques de pânico torna-se arredio, irritadiço e por muitas vezes desagradável. Os familiares geralmente não suportam por tempo demasiado mudanças bruscas de rotina graças aos medos daquele que sofre a síndrome.

Não tem sido fácil o dia a dia, principalmente a oscilação de humor e a falta de compreensão daqueles que convivem comigo, estou destruída com tudo, com  a doença, com os afastamento de todos, comigo, é tudo muito complicado, difícil de lidar, principalmente no meu caso que sou arrimo de família, professora particular autônoma, tenho mil e umas responsabilidades, me sinto a cada dia perdida, sem rumo, fraca…luto comigo, luto contra a síndrome do pânico, luto contra a depressão, luto contra o abandono, luto a casa dia em busca de uma vida saudável.

E nessa luta sigo em frente!

Tatiana Sampaio

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